"Estava acordado. O meu eu gritava. Existia à parte e era um ser único (ainda o sou!). A única coisa que me fazia sentir menos sozinho era os outos. É.
Como me relacionar com os outros? Quem são os outros? Quem sou eu? Onde vivo? O que aconteceu antes de mim? O que acontecerá depois? O que acontece em África, na América, na Ásia, na Oceânia?...
Somos um ponto tão pequeno no universo! O que acontece "por lá"?
Chovia ainda à pouco. A chuva tem feito desgraças por este país. Maldito Deus! "Deus anda a castigar os Homens" dirão uns! Qual Deus? Nós! Nós estamos a destruir-nos pouco a pouco e arrecadaremos as consequências! Consumo e poluição Gastamos mais planeta do que temos.
É tudo tão complexo. Nada pode deixar de ser analisado. A minha acção tem consequência não só nas pessoas que me rodeiam, e me tornam um ser menos solitário, mas em todas...todas no mundo inteiro! E acontece o mesmo com os paises...a sua acção já não pode ser vista de forma isolada... somos pessoas do mundo, é preciso que nos lembremos disso!
O ano passado foi um ano de seca tremenda. Não choveu durante meses e meses! Que lição podemos tirar daqui? (Muita chuva, muita seca?!!)
Agricultores, e pessoas que tomam as grandes decisões, arranjem maneira de poupar água e guardá-la para os tempos de necessidades! A água é a maior riqueza que podemos ter! Qual ouro qual que! Não tiramos a sede com ouro, tiramos com água!
Será que já esquecemos esse tempo de seca?
Grandes e Pequenos atenção: podemos fazer diferença.
Agindo.
Não temos que preterir a economia ao ambiente, temos é de pressionar a tecnologia a ir pelo bom caminho. Eficiência. Eficiência em nome do ambiente. Produtos menos poluentes, energias renovaveis, reciclagem, mudança de habitos de transporte (a pé, de bicicleta?transportes públicos)...construções mais preocupadas com o ambiente... tanto a mudar...tanto...
Todos podemos agir. Mas para agir é preciso mudar. E para mudar é preciso ter necessidade disso. Não se reparou ainda na necessidade de mudar?
Secas, chuvas, ventos, sitios onde nao chove há anos, inundações, vagas de frio, extinções várias de animais, aumento das doenças... também tem a ver connosco. Pesquisa. Informa-te. Por favor acorda.
Acorda-te. Acorda os que amas. Acorda os que podias amar. Estamos em crise agora. A tua realidade em poucos minutos pode mudar. Conservemos o planeta, que é o único que temos...
.... e eu quero tanto viver...viver com beleza à minha volta..., só a beleza faz sonhar... sonha comigo.... muda... ajuda-me a mudar... ajuda-me a sonhar..."
Depois de ver o filme "Uma verdade Incoveniente" do Al gore.
Subir para cima descer para baixo... porque a felicidade não existe 24h por dia...
quinta-feira, outubro 26, 2006
quarta-feira, outubro 18, 2006
segunda-feira, outubro 09, 2006
"Dás-me os 10 euros, eu dou-te 5!"
6 de Outubro de 2006
Lisboa
"... hoje tentaram-me roubar. Quer dizer, fui pseudo roubado...mas...mas negociei o roubo!
Andava eu em andamento pelas ruas de Lisboa, a caminho do autocarro, 83-Portela ( que me traria a casa) quando fui abordado.
Inicialmente foi um: "Tens um cigarro", ao que lhe disse verdadeiramente: -"não fumo"... -"tens uns trocos?", ao que lhe respondi: - "tenho, contudo preciso deles para apanhar o autocarro e ir até casa"...
Enfrentei o medo. Continuou a pressionar. Andava a caminho da paragem. Lado a lado.
Era cigano. Felimente ele estava sozinho. Tinha uns olhos vazios e baços, era grande, largo, sujo, mas continuava a ser humano e ao Ser Humano perguntei o nome. Apresentei-me. Humanizei-me. Nunca afastei os meus olhos dos deles. Não evitei contacto. Falei-lhe de justiça. De um orçamento por fazer cumprir. Tentei-lhe fazer perceber porque não me devia roubar.
Nunca tinha sido roubado, ou pseudo roubado.
Sentia-me nervoso. Tentei nunca o demostrar. Autocontrolei-me. Ele não podia ver o meu medo. Analisava-o, a todos os segundos: os seus olhos, expressões faciais, tom de voz, movimentos..
Mais tarde, já na paragem, para me pressionar ainda mais disse que tiraria a navalha do bolso... queria o dinheiro que tinha na carteira, só tinha 10 euro... disse-lhe que não a podia dar porque precisava ir para casa. " Achas que esses dez euro valem uma navalhada?", - "O senhor tinha essa hipótese, eu tinha as minhas, é sempre assim não é? Mas não acho que esse seja o caminho"...
Virou-se para mim e tinha uma nota de 5 euro na mão. Pediu-me a de 10. Queria trocar.(Só me queria rir por dentro. Hilariante!) Pensei para mim que não valia a pena correr mais riscos ou stresses. Este teste já estava a ser demasiado stressante...
Depois do "negócio" perguntou: "qual o teu telemóvel,mostra ai", pensei para mim, "que lata", disse "isso é que não, já não está a ser justo". Senti na cara dele um leve sorriso. Disse o seu nome mais uma vez, perguntou-me onde morava e referiu ter um amigo pelaPortela.. ainda me
quis vender cds ao que agradeci, mas que não queria nem tinha dinheiro...
enfim... que dia...
Os Homens são uma espécie tão estranha!..mas para além de Ladrões, essas pessoas também são seres humanos, pais, comerciantes, traficantes, filhos, bebados, consumistas, amigos...etc...
Uma coisa é certa... Lisboa está perigosa..!"
Boa semana a todos vos, vencam o medo, lutem...ensinemo-nos uns aos outros... tornemos Lisboa uma cidade melhor...
Gustavo
Lisboa
"... hoje tentaram-me roubar. Quer dizer, fui pseudo roubado...mas...mas negociei o roubo!
Andava eu em andamento pelas ruas de Lisboa, a caminho do autocarro, 83-Portela ( que me traria a casa) quando fui abordado.
Inicialmente foi um: "Tens um cigarro", ao que lhe disse verdadeiramente: -"não fumo"... -"tens uns trocos?", ao que lhe respondi: - "tenho, contudo preciso deles para apanhar o autocarro e ir até casa"...
Enfrentei o medo. Continuou a pressionar. Andava a caminho da paragem. Lado a lado.
Era cigano. Felimente ele estava sozinho. Tinha uns olhos vazios e baços, era grande, largo, sujo, mas continuava a ser humano e ao Ser Humano perguntei o nome. Apresentei-me. Humanizei-me. Nunca afastei os meus olhos dos deles. Não evitei contacto. Falei-lhe de justiça. De um orçamento por fazer cumprir. Tentei-lhe fazer perceber porque não me devia roubar.
Nunca tinha sido roubado, ou pseudo roubado.
Sentia-me nervoso. Tentei nunca o demostrar. Autocontrolei-me. Ele não podia ver o meu medo. Analisava-o, a todos os segundos: os seus olhos, expressões faciais, tom de voz, movimentos..
Mais tarde, já na paragem, para me pressionar ainda mais disse que tiraria a navalha do bolso... queria o dinheiro que tinha na carteira, só tinha 10 euro... disse-lhe que não a podia dar porque precisava ir para casa. " Achas que esses dez euro valem uma navalhada?", - "O senhor tinha essa hipótese, eu tinha as minhas, é sempre assim não é? Mas não acho que esse seja o caminho"...
Virou-se para mim e tinha uma nota de 5 euro na mão. Pediu-me a de 10. Queria trocar.(Só me queria rir por dentro. Hilariante!) Pensei para mim que não valia a pena correr mais riscos ou stresses. Este teste já estava a ser demasiado stressante...
Depois do "negócio" perguntou: "qual o teu telemóvel,mostra ai", pensei para mim, "que lata", disse "isso é que não, já não está a ser justo". Senti na cara dele um leve sorriso. Disse o seu nome mais uma vez, perguntou-me onde morava e referiu ter um amigo pelaPortela.. ainda me
quis vender cds ao que agradeci, mas que não queria nem tinha dinheiro...
enfim... que dia...
Os Homens são uma espécie tão estranha!..mas para além de Ladrões, essas pessoas também são seres humanos, pais, comerciantes, traficantes, filhos, bebados, consumistas, amigos...etc...
Uma coisa é certa... Lisboa está perigosa..!"
Boa semana a todos vos, vencam o medo, lutem...ensinemo-nos uns aos outros... tornemos Lisboa uma cidade melhor...
Gustavo
Atingir o "fluxo"! Heis uma questão!
"Ser capaz de entrar em fluxo é inteligência emocional no seu melhor; o fluxo representa possivelmente o máximo em matéria de dominar as emoções ao serviço do desempenho e da aprendizagem"
(...)
"O fluxo é um estado-esquecimento, precisamente o contrário da ruminação e da preocupação: em vez de se perderem em preocupações nervosas, as pessoas em estado de fluxo ficam tão absortas no que estão a fazer que perdem toda a consciência de si mesmas, esquecendo os pequenos problemas"
(...)
"o simples prazer do acto em si mesmo é que os motiva"
in Inteligência Emocional de Daniel Goleman
Ou seja, porque não motivar os colaboradores e as pessoas que nos rodeiam tentando que elas entrem em fluxo nas áreas que mais as motivam? Heis uma questão para a GRH do século XXI.
Estou a ler o livro, já vou a meio, e tem inúmeras questões interessantes e bastante práticas do dia a dia...
" Num certo sentido, possuímos dois cérebros, duas mentes, e dois tipos diferentes de inteligência: racional e emocional"
by Goleman
quinta-feira, setembro 28, 2006
Ignoto Movimento
"A cadência, a mesma cadência.
CLick. Click. Ckick. Entediante.
Os sons. Os movimentos da comunicação. Algúem lá ao fundo...ouço-o. Ele fala, discursa.
Já não o ouço... ouço somente o ritmo... ... ... saí daqui...Voltarei?... ... ... ... ...Aagora!...esforçar-me-ei...
Fui... voltei... Suspirei... a minha atenção foi-se...
....fui....voltei...fui..."
Escrito na Palestra sobre "O estrangeiro" de Albert Camus.
Tinha lido o livro... a palestra não abundou então em novidades...
Fica aqui um pedaço deste óptimo livro... dificil de escolher um trecho, mas aqui vai...
"Todo o problema, repito-o, estava em matar o tempo. (...)
Assim, quanto mais pensava mais coisas esquecidas ia tirando da memória. Compreendi, então, que um homem que houvesse vivido um único dia poderia sem custo passar cem anos numa prisão" A. Camus
Não será isto que faremos quando morrermos? Que vem depois? Recordar?
CLick. Click. Ckick. Entediante.
Os sons. Os movimentos da comunicação. Algúem lá ao fundo...ouço-o. Ele fala, discursa.
Já não o ouço... ouço somente o ritmo... ... ... saí daqui...Voltarei?... ... ... ... ...Aagora!...esforçar-me-ei...
Fui... voltei... Suspirei... a minha atenção foi-se...
....fui....voltei...fui..."
Escrito na Palestra sobre "O estrangeiro" de Albert Camus.
Tinha lido o livro... a palestra não abundou então em novidades...
Fica aqui um pedaço deste óptimo livro... dificil de escolher um trecho, mas aqui vai...
"Todo o problema, repito-o, estava em matar o tempo. (...)
Assim, quanto mais pensava mais coisas esquecidas ia tirando da memória. Compreendi, então, que um homem que houvesse vivido um único dia poderia sem custo passar cem anos numa prisão" A. Camus
Não será isto que faremos quando morrermos? Que vem depois? Recordar?
Sento-me e observo...
Portela, 27 de Setembro de 2006
21h45min
Luzes. Janelas. Muitas. Estores brancos a tapar algumas janelas. Outras abertas. Pessoas. Pessoas lá dentro. Vidas. Vidas diferentes. Felizes? Carros lá em baixo, nós cá em cima. Vozes de pessoas, alguns cães ladrando.
Desliguei o candeeiro.
Toda a luz que me retirava a atenção para o exterior foi eliminada. Observo. Quem são vós? Estamos tão perto, mas tão afastados... acendo a luz e escrevo.
Na maior parte das casas as luzes estão apagadas, como/e os estores estão fechados, os prédios parecem seres sem vida, inanimados...
Um avião ao longe..nuvens, um céu escuro mas iluminado por uma poluição visual que fez esquecer as estrelas como também a nossa ingóbil e pequena existência neste mundo.
Luzes acendem-se. Apagam-se. Pessoas andam pelas casas, mudam de divisão, projectam algo, andam, movem-se, pensam.... Noutras janelas somente as cortinas escondem as realidades, as luzes por detrás não se perdem completamente... é como dissessem: "não tenhas medo, não fugi, estou aqui, não me escondi ou nem me refugiei bem longe, sossega".
Suspiro. Sossego. Tento-o. Amanhã é outro dia. Hoje foi hoje e amanhã é amanhã...
"É assim porque é"...
Gustavo Neves Lima
21h45min
Luzes. Janelas. Muitas. Estores brancos a tapar algumas janelas. Outras abertas. Pessoas. Pessoas lá dentro. Vidas. Vidas diferentes. Felizes? Carros lá em baixo, nós cá em cima. Vozes de pessoas, alguns cães ladrando.
Desliguei o candeeiro.
Toda a luz que me retirava a atenção para o exterior foi eliminada. Observo. Quem são vós? Estamos tão perto, mas tão afastados... acendo a luz e escrevo.
Na maior parte das casas as luzes estão apagadas, como/e os estores estão fechados, os prédios parecem seres sem vida, inanimados...
Um avião ao longe..nuvens, um céu escuro mas iluminado por uma poluição visual que fez esquecer as estrelas como também a nossa ingóbil e pequena existência neste mundo.
Luzes acendem-se. Apagam-se. Pessoas andam pelas casas, mudam de divisão, projectam algo, andam, movem-se, pensam.... Noutras janelas somente as cortinas escondem as realidades, as luzes por detrás não se perdem completamente... é como dissessem: "não tenhas medo, não fugi, estou aqui, não me escondi ou nem me refugiei bem longe, sossega".
Suspiro. Sossego. Tento-o. Amanhã é outro dia. Hoje foi hoje e amanhã é amanhã...
"É assim porque é"...
Gustavo Neves Lima
Penso e mexo-me, nesta madrugada, até me esgotar!
27/28 de Setembro
Portela
Batem as cinco da manhã. A minha cabeça parece que vai rebentar.
Pensamentos fluem. Não páram. Ideias. Questões. Respostas assentam umas por cima de outras. Falo comigo próprio. Planeio. Sonho um bocadinho. Penso no que tenho de fazer, escrevo, anoto. Uma velocidade de respostas e perguntas torna-se inconstante no meu cérebro, vem por vagas!
Sinto-me cansado.
Ansioso.
Preciso de me organizar. Preciso tempo. Tenho sono mas ao mesmo tempo não me parece que consiga dormir... adormecer...estou numa daquelas noites em que me quero salvar de mim, aos meus amigos e ao mundo! Preciso descansar. Estou cansado. Preciso de repouso.
Amanhã é um dia novo...
Portela
Batem as cinco da manhã. A minha cabeça parece que vai rebentar.
Pensamentos fluem. Não páram. Ideias. Questões. Respostas assentam umas por cima de outras. Falo comigo próprio. Planeio. Sonho um bocadinho. Penso no que tenho de fazer, escrevo, anoto. Uma velocidade de respostas e perguntas torna-se inconstante no meu cérebro, vem por vagas!
Sinto-me cansado.
Ansioso.
Preciso de me organizar. Preciso tempo. Tenho sono mas ao mesmo tempo não me parece que consiga dormir... adormecer...estou numa daquelas noites em que me quero salvar de mim, aos meus amigos e ao mundo! Preciso descansar. Estou cansado. Preciso de repouso.
Amanhã é um dia novo...
"Bom dia! Sorria!"
quarta-feira, setembro 20, 2006
Honra...
Estive a ver ontem um filme, e pensei que, sem dúvida os filmes que mais me atraiam habitualmente tinham a ver com a temática da honra e do orgulho..
De onde vem a honra? Somos animais... onde encaixo isso com o nosso passado ?
Perder um tempinho a pensar nisso... por agora fica a pergunta... a mim próprio...aos que me rodeiam..
;)
De onde vem a honra? Somos animais... onde encaixo isso com o nosso passado ?
Perder um tempinho a pensar nisso... por agora fica a pergunta... a mim próprio...aos que me rodeiam..
;)
segunda-feira, setembro 18, 2006
E muito boa semana...
Desejando uma boa semana, a mim e a todos. Um sorriso, um olá bem disposto, uma pequena conversa podem fazer o dia de alguém bem melhor, não acham?
Então boa semana, de preferência, bem disposta !
:)
Gustavo Lima
Então boa semana, de preferência, bem disposta !
:)
Gustavo Lima
terça-feira, setembro 12, 2006
Coragem...
Ser diferente... ter pensamentos diferentes, agir de forma diferente. Inovar. Olhar o mundo de outra forma. Não ter medo. Fazer coisas novas. Fazer as coisas de forma diferente. Tentar melhorar continuamente. Ir além... heis o caminho que me foi sendo apresentado.

É preciso coragem.

"Ser o ponto cor-de-rosa num mundo amarelo"
...mas como diz o dono da Apple
"courage is a very lonely place"
Será que consigo?
Bom dia e Boa semana!
segunda-feira, setembro 11, 2006
São pequenas coisas, que se tornam grandes...
São pequenas migalhas na vida que estragam um pão todo (Felizmente existem várias fornadas!). Farinha estragada, ou até água que foi tratada com muita lixívia, ou sal insonso, açucar pouco doce, fermento feito fora da sua maturidade... o pão até parece bonito, mas pode saber mal. Ou então até sabe bem, mas faz mal... faz mal à barriga... demora a digestão.
De volta a Lisboa, de volta À minha vida, que agora é aqui e não é em outro sítio... o espaço físico é claro, porque o outro espaço será sempre meu, esteja eu onde estiver. Aqui, ali, ou acolá.
Boa semana! E bom pão. Bons pães, boas fornadas...
Gustavo
terça-feira, setembro 05, 2006
Anunciando o início de mais um ano lectivo...
Setembro aparece anunciando mais um ano lectivo.. as férias estão mesmo no fim... daqui a menos de uma semana começo... é preciso é que seja com toda a garra e determinação, algo que não tenho tido nos últimos tempos. E... o que é preciso arranjar? Um objectivo. Uma meta. Algo.
Gustavo Neves Lima
Gustavo Neves Lima
segunda-feira, setembro 04, 2006
Puff... hoje dia 3 de Setembro...
"BAM BAM... shoot! Puff. Down"
Heis o tiro... não me matou, mas doeu. Caramba...Sangra...
Heis o tiro... não me matou, mas doeu. Caramba...Sangra...
domingo, setembro 03, 2006
Balada da Neve- recordando o poema que minha mãe tentava declamar ehehe...
Balada da Neve
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
– Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…
E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim,
fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
– e cai no meu coração.
Augusto César Ferreira Gil (1873-1929) in Luar de Janeiro
sábado, setembro 02, 2006
O tão anunciado modo de vida...
"Carpe diem quam minimum credula postero."
Tradução: aproveite o dia; não creia no que vem depois.
Eu não consigo. Prometo que tentei este Verão, mas não conseguia. Pensar demasiado no futuro é mau, mas não pensar também é-me terrível. Porque então o momento? Só pelo prazer da acção? Só pelo consumo de mais uma data de sensações?Eu gosto de agir, sabendo que agi, saboreando o momento, e sabendo que quem sabe, poder-se-à repetir, poder arranjar um sentido no global da vida... que a acção serve para alguma coisa, que é proveitosa...
Não pensar e consumir somente o momento é-me impossível. Sentir-me-ia um consumista fútil de momentos... e isso não quero para mim. Não quero ser assim. Se não um dia tudo terá possibilidade de ter um número, ser catalogado, e então passo a contar e somar, e subtrair números... Não quero ser assim, pelo menos, de forma consciente.
Com um bocado de estoico e epicurista cá estou eu... tentando sentir... não em demasia as coisas, o suficiente e tentar ser feliz..
já agora...
"A idéia que Epicuro tinha era que para ser feliz o homem necessitava de três coisas: Liberdade, Amizade e Tempo para meditar"
Acho que tenho um bocadinho de tudo...
Por isso, e não só, sinto-me por agora feliz.
e como dizia a minha mãe...
"A felicidade não existe Gustavo, são pequenos momentos que fazem a vida especial"
Obrigado mãe.
:)
sexta-feira, setembro 01, 2006
Economia do Turismo
Deparei-me já várias vezes a pensar... qual será o impacto da introdução de portas de alúminio horriveis no turismo e na nossa cultura da ilha Terceira, Portas horríveis, descaracterizadoras do meio e não inseridas com o resto do traço arquitectónico? Como analisar os impactos na economia? No turismo, nos turistas, nas pessoas que por elas passam e as acham horrorosas?
Será que os "proveitos" prevalecem sobre os "custos" neste caso? Não deveriam as entidades camarárias regular e fiscalizar a boa estética?
Talvez ainda me meta a fazer um trabalho livre sobre isso... quem sabe... sou louco pra isso.
Será que os "proveitos" prevalecem sobre os "custos" neste caso? Não deveriam as entidades camarárias regular e fiscalizar a boa estética?
Talvez ainda me meta a fazer um trabalho livre sobre isso... quem sabe... sou louco pra isso.
Será que estou a ficar consciente, ou simplesmente a ficar velho?Ou outra coisa qualquer?
Deparei-me a pensar, no tão pouco instrutiva são as noite passadas na "night"... tão pouco instrutiva é a bebida, e de tão pouco valor tudo o que se vai repetindo na noite, noite após noite, mesmo que se mude o local... os bebâdos, as conversas parvas. O dia seguinte. A ressaca. A falta de produtividade. A má disposição. O dia já a meio.
Teve a sua piada. Foi aproveitado. Continuo a gostar mesmo sabendo que pouco se aprende... divertimento por divertimento? Sensação de liberdade? Existem tantas outras formas de diversão, tantas formas de observar, acho que sair é bom, mas não tem de ser obrigação semanal como quase o tem sido nos últimos tempos. E se é obrigação, ou vício, fica despojado da sua essência, e passa a ser só mais um consumo. E ser consumista é ser tão vazio. Tão instável.
Bom dia!
Gustavo
Teve a sua piada. Foi aproveitado. Continuo a gostar mesmo sabendo que pouco se aprende... divertimento por divertimento? Sensação de liberdade? Existem tantas outras formas de diversão, tantas formas de observar, acho que sair é bom, mas não tem de ser obrigação semanal como quase o tem sido nos últimos tempos. E se é obrigação, ou vício, fica despojado da sua essência, e passa a ser só mais um consumo. E ser consumista é ser tão vazio. Tão instável.
Bom dia!
Gustavo
..dias...que são dias...
Hoje peguei no 1º caixão de sempre, carreguei-o até bem perto da cova. Fiquei com um pequeno mal-estar na mão esquerda. Estava calor, bom tempo, não parecia dia de enterrar ninguém.Agi tentando não pensar, quer na pessoa que estava lá dentro (que estava morta), quer na morte em si. Quer em tudo o que não dizemos a quem gostamos. Quer tudo o que fazemos a toda a hora, e pode não ter sentido, por não ter sido a melhor escolha-qual é a melhor escolha?
O azul rodeava o cemitério, o verde também. Que vista. Porque precisam os mortos de uma vista assim-pensei eu? O padre perguntou, sobre o que se podia dizer daquela pessoa,agora falecida... uns disseram "era boa pessoa", "outros inteligente", eu fiquei calado. Amorfo. Numa tentativa de não sofrer ou de me desligar do mundo das pessoas e da dor. Podia ter respondio: foi uma pessoa que me fez olhar mais o céu. Mais as estrelas. Era verdade. Podia tê-lo dito. A verdade sabe bem.
Ouvi mais umas orações, que pela 1ª vez não me faziam qualquer sentido, não tinham lógica... não sentia o Deus ali. Não rezei. Não me benzi. Só observei. Observei, olhei. Os olhos tingiram sombras de lágrimas... não deixei. Venci.
Agarrei um bocado de terra, apertei-a contra a mão... "adeus". É bom despedirmo-nos de quem faz parte da nossa vida, de quem nos tocou, de quem nos ensinou alguma coisa...
Pouco depois, continuei na minha máscara... peguei em mim e abandonei o cemitério...voltando à minha vida...
O azul rodeava o cemitério, o verde também. Que vista. Porque precisam os mortos de uma vista assim-pensei eu? O padre perguntou, sobre o que se podia dizer daquela pessoa,agora falecida... uns disseram "era boa pessoa", "outros inteligente", eu fiquei calado. Amorfo. Numa tentativa de não sofrer ou de me desligar do mundo das pessoas e da dor. Podia ter respondio: foi uma pessoa que me fez olhar mais o céu. Mais as estrelas. Era verdade. Podia tê-lo dito. A verdade sabe bem.
Ouvi mais umas orações, que pela 1ª vez não me faziam qualquer sentido, não tinham lógica... não sentia o Deus ali. Não rezei. Não me benzi. Só observei. Observei, olhei. Os olhos tingiram sombras de lágrimas... não deixei. Venci.
Agarrei um bocado de terra, apertei-a contra a mão... "adeus". É bom despedirmo-nos de quem faz parte da nossa vida, de quem nos tocou, de quem nos ensinou alguma coisa...
Pouco depois, continuei na minha máscara... peguei em mim e abandonei o cemitério...voltando à minha vida...
quinta-feira, agosto 31, 2006
Poema...de ATAOL BEHRAMOGLU
"YASADIKLARIMDAN OGRENDIGIM BIR SEY VAR"
de ATAOL BEHRAMOGLU
Por ter vivido, aprendi algumas coisas:
Se você está vivo, experimente cada coisa com todas as suas forças
Quem você ama precisa ser gasto, de tanto ser beijado
E você deve cair, exausto por ter cheirado demais uma flor
Cada pessoa deve observar o céu por horas
Deve observar por horas um pássaro, uma criança, o mar
Viver na Terra é tornar-se parte dela
E deixar para trás caminhos que não trarão a você liberdade
Se você tiver que se apegar a alguma coisa, segure firmemente os amigos
E lute por tudo com cada músculo de todo o seu corpo e com toda paixão
E se você for descansar por um momento, que seja praia e seja verão
E que assim você se permita repousar e sentir-se como um grão de areia, uma folha, uma pedra Até que tenha escutado todas, ouça cada música bonita
Como se cada pedaço seu tivesse que ser preenchido com som e melodia
Cada pessoa deveria se jogar de cabeça na vida
Como se mergulhasse, de um penhasco, em um mar de esmeralda
Lugares distantes devem atrair você, assim como pessoas que você não conhece e poderia conhecer
Você deve estar ansiando por ler todos os livros e neles conhecer outras vidas
Você não deve trocar por nada o prazer de um copo d’água
Não importa a imensidão da felicidade que esteja sentindo, sua vida deve estar repleta de ambição e aspirações
Você deve conhecer a tristeza, dignamente e com todo o seu ser
Porque o sofrimento, como as alegrias, faz uma pessoa crescer
Seu sangue deve mesclar-se com o grande sistema circulatório da vida
E em suas veias o infinito e fresco sangue dessa vida deve fluir
Por ter vivido, aprendi algumas coisas:
Se você está vivo, experimente intensamente, confunda-se com rios, édens, universos
Porque viver é um presente que damos à vida
E a vida é um presente que precisamos aceitar.
( a tradução do poema é de Maria Regina Py Albers )
P.S- A tradução está feita em Português do Brasil...mas está tão fixe à mesma...
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